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Waldez é a última tábua de salvação para Sarney

Derrotado no Maranhão, Sarney aposta em Waldez Góes como a sua tábua de salvação

Sérgio Santos | MZ

Banido do Maranhão, onde teve o seu grupo destroçado pela eleição em primeiro turno de Flávio Dino, do PCdoB, ao Governo do Estado, Sarney (PMDB) agora aposta todas as suas fichas na eleição de Waldez Góes (PDT) como a sua derradeira tábua de salvação política. O velho oligarca quer mostrar ao Brasil que ainda tem um Estado para mandar e, ao mesmo tempo, abrigar as centenas de colaboradores maranhenses que, a partir de janeiro de 2015, ficarão desempregados.

Desde a última semana do primeiro turno do processo eleitoral em curso, o senador José Sarney começou a deslocar publicitários que estavam trabalhando na campanha do senador Lobão Filho (PMDB), candidato vencido na disputa ao governo do Maranhão, para reforçar a candidatura de Waldez Góes ao governo do Amapá e de Gilvam Borges ao Senado Federal. O velho político maranhense, antecipando sua fragorosa derrota no seu Estado de origem, começava a abandonar o barco maranhense transferindo seu poder de fogo para terras amapaenses.

A julgar pelos resultados obtidos, parece que Sarney também não terá vida fácil no Amapá. Mesmo contando com a colaboração de boa parte da mídia local, ele não conseguiu eleger Waldez Góes no primeiro turno e ainda amargou a derrota de Givam Borges na eleição para o Senado. O segundo turno eleitoral promete ser uma batalha duríssima pelo comando do Estado e, dependendo do resultado, pode representar o sepultamento em terras tucujus do grupo político do velho oligarca maranhense.

Veja o que diz a Revista Exame sobre a derrocada do grupo de Sarney:

Maioria de aliados de Sarney perde disputas no MA e AP

Resultados mostram o ocaso do grupo político de Sarney, que, aos 84 anos, desistiu de concorrer a um cargo eletivo.

A maioria dos aliados do ex-presidente da República e senador José Sarney (PMDB-AP) perdeu as disputas eleitorais nesse domingo, 5, no Maranhão e no Amapá.

Os resultados mostram o ocaso do grupo político de Sarney, que, aos 84 anos, desistiu de concorrer a um cargo eletivo este ano e encerrou uma das mais longevas carreiras políticas no País.

Os dois concorrentes a cadeiras no Senado ligados ao patriarca perderam as respectivas eleições. Por uma diferença de 7.257 votos, o ex-senador Gilvam Borges (PMDB) foi derrotado pelo deputado federal Davi Alcolumbre (DEM) na corrida a uma vaga de senador pelo Amapá.

Borges substituiu Sarney, uma vez que o atual senador seria o candidato natural.

Outro nome que não conquistou uma cadeira ao Senado pelo Maranhão, terra natal de Sarney, foi Gastão Vieira (PMDB), o deputado federal e ex-ministro do Turismo no governo Dilma.

Ele perdeu a corrida para o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB), por uma diferença 193.544 votos.

Entretanto, a derrota política mais expressiva ocorreu na disputa ao governo maranhense. O ex-presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) Flávio Dino (PCdoB) venceu no primeiro turno o senador Lobão Filho (PMDB).

Dino bateu o aliado de Sarney por 1,8 milhão de votos contra 995 mil votos - em votos válidos 63,52% a 33,69%.

Na disputa a cargos majoritários, o único aliado do cacique do PMDB com chances de vencer é o ex-governador Waldez de Góes (PDT), que disputará o segundo turno ao governo do Amapá.

Ele teve 42,18% dos votos válidos contra 27,53% de Camilo Capiberibe (PSB), candidato à reeleição ao governo estadual.

Waldez foi preso em 2010 pela Polícia Federal na Operação Mãos Limpas, sob a acusação de ter desviado mais de R$ 170 milhões dos cofres públicos.

Desde que se lançou ao Senado, em 1990, Sarney se reelegeu em 1998 e 2006 a uma cadeira de senador pelo Amapá.

Verdes

Dois familiares do peemedebista, que são filiados ao Partido Verde, se elegeram para cargos em Legislativo. O deputado federal Sarney Filho (PV-MA) foi reeleito para mais quatro anos na Câmara.

Zequinha Sarney, como é conhecido, vai para o nono mandato consecutivo - está na Casa desde 1983.

O economista Adriano Sarney, também do PV, foi eleito pela primeira vez deputado estadual pelo Maranhão. Adriano é filho de Sarney Filho e neto do patriarca e é tido como aposta da nova geração da família na política.

A última grande cartada de Sarney foi a filha Roseana (PMDB), atual governadora do Maranhão, que também desistiu de concorrer a cargos públicos nesta eleição.

No início de 2002, então no PFL (atual DEM), Roseana desistiu de concorrer à Presidência da República depois que uma operação da Polícia Federal apreendeu em uma empresa da qual era sócia R$ 1,34 milhão não declarados.

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Waldez é a última tábua de salvação para Sarney Waldez é a última tábua de salvação para Sarney Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quinta-feira, outubro 09, 2014 Rating: 5

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