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Estelionato eleitoral?

Professor diz que Waldez prometeu resolver a questão do Plano Collor; depois de eleito, desconversou

Redação MZ

Uma das promessas de campanha do candidato eleito Waldez Góes (PDT) que era resolver o problema do Plano Collor – cuja retirada da gratificação prejudicou cerca de cinco mil servidores públicos – tem tudo para não ser cumprida, isso porque, no dia seguinte após a vitória nas urnas, o futuro governador do Amapá falou durante entrevista ao programa radiofônico Luiz Melo Entrevista que a solução dessa demanda está fora de seu alcance.

O comentário foi após o questionamento do professor Antônio Lobato. Ele disse que o retorno do pagamento da gratificação do Plano Collor foi uma das promessas do então candidato Waldez Góes. "Vou cobrar porque foi promessa de campanha e eu não quero que ele esqueça. Prometeu, tem que cumprir", destacou o professor.

Em resposta ao educador, Waldez Góes argumentou que a disputa em relação ao Plano Collor já existia quando ele era governador e que já naquela época não dependia dele. "Quando fui governador dei apoio à bancada federal e aos sindicatos, colocando à disposição a Procuradoria Geral do Estado para ajudar a resolver os problemas jurídicos. O que comprometi foi em atuar do mesmo jeito, reunindo com a bancada e sindicado para dialogar", desconversou Waldez Góes, completando: "Se estivesse ao meu alcance eu resolveria, mas é uma questão que passa por Brasília".

No Amapá, cerca de cinco mil servidores públicos do quadro da União, entre eles cerca de 3.400 professores, receberam o Plano Collor – uma gratificação de 85% – no período de 1995 a 2011. Essa gratificação não foi incorporada ao salário. O Governo Federal sustenta que os servidores receberam o benefício de forma indevida. O pagamento desse percentual fazia girar mensalmente mais de R$ 4,5 milhões na economia do Amapá.
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Estelionato eleitoral? Estelionato eleitoral? Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sexta-feira, outubro 31, 2014 Rating: 5

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