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Audiência adiada

Ex-governador do AP acusado de improbidade tem audiência adiada

Waldez Góes teria comprado área de ressaca para construir habitações.
Defesa de ex-governador alega que compra teve base em estudos.
Abinoan Santiago do G1 AP


A 1ª Vara Cível de Macapá adiou nesta terça-feira (21) a audiência que tem como acusado de improbidade administrativa o ex-governador do Amapá Waldez Góes, apontado de ter causado um prejuízo de R$ 1,7 milhão ao estado pela compra de um terreno na Zona Sul de Macapá, de acordo com ação ingressada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE). A defesa do ex-governador disse que a aquisição aconteceu dentro da legalidade.

O caso é apreciado pela juíza Liége Gomes. Ela acatou o pedido de transferência da audiência, requerida pelo próprio estado, sob justificativa de recolhimento de informações sobre o mesmo caso na Justiça Federal. Uma nova data ainda não foi agendada.

O processo acusa o ex-governador de ter autorizado em 2008 a compra de um terreno no bairro Pedrinhas, na Zona Sul de Macapá, para construção de um conjunto habitacional com cerca de 270 casas, escola estadual, creche, muro de arrimo e sistema viário. A área, no entanto, segundo a ação civil, fica em uma região de ressaca, o que foi considerada inviável pela Caixa Econômica a construção do conjunto. O terreno também seria pertencente à União por estar em área de Marinha, gerando uma outra ação na Justiça Federal.

Além de Waldez Góes, outros dois réus são acusados de improbidade administrativa. A ação pede o ressarcimento e o bloqueio das contas bancárias dos envolvidos em valores até R$ 1.701.909,38, preço que teria sido pago pelo terreno.

A defesa do ex-governador Waldez Góes afirmou que a aquisição do terreno aconteceu após estudos constatarem a viabilidade da construção de casas populares na área. “Não reconhecemos nenhum ato de improbidade porque a compra aconteceu para interesse da população. Todo procedimento passou por estudos e as provas estão nos autos”, comentou o advogado Eduardo Tavares.

Durante o andamento do processo, o Ministério Público se manifestou pela existência da improbidade administrativa pelos mesmos argumentos apresentados pela Procuradoria Geral do Estado.
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Audiência adiada Audiência adiada Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on terça-feira, outubro 21, 2014 Rating: 5

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