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Jornalismo de esgoto

Como o jornalismo vem sendo manipulado no AP para destruir reputações

Do Folha do Estado
O jornalismo de esgoto das empresas de comunicação de Gilvam Borges - reprodução
O político da pusilanimidade (Edição 114)

Fica cada vez mais evidenciada a disposição dos adversários políticos do governo Camilo Capiberibe em lançar mão de todos os artifícios e meios, principalmente os criminosos, para retomar, à força de fórceps, as chaves dos cofres públicos. Essa tendência que, até recentemente vinha sendo mantida longe dos olhos da população amapaense, veio à tona com a decisão da Câmara Única do Tribunal de Justiça do Amapá em condenar o ex-senador Gilvam Borges pelos crimes de calúnia e difamação cometidos (pasmem!) contra o próprio governador do Estado.

Gilvam utilizou os meios de comunicação do grupo que pertence a família dele para afirmar que Camilo Capiberibe teria, em Oiapoque, negado transporte aéreo a uma criança que, sem deslocamento rápido para a capital, faleceu. Trata-se de uma grande mentira orquestrada pelo próprio Gilvam Borges para vilipendiar e denegrir a imagem do cidadão Camilo Capiberibe.

De acordo com parecer do relador, desembargador Raimundo Vales, é inaceitável que “(...) um cidadão, que já foi representante do povo no Senado Federal se utilize de um meio de comunicação para, a todo custo, denegrir a imagem de adversários políticos, forjando fatos e engando o povo que um dia confiou-lhe o voto”.

A conclusão expressa pelo magistrado no arrazoado que antecedeu seu voto, escancara para a sociedade as metodologias típicas de gangsterismo político perpetradas por Gilvam Borges contra opositores. O ex-senador é conhecido por sua atuação desenvolta nos porões da política estadual, o que constitui um capítulo à parte, revelando uma marginália capaz de criar campo gravitacional próprio, muito além do alcance da Justiça.

Execrado publicamente por adversários covardes, Camilo Capiberibe desabafou: Eu fui vítima de uma trama venal que me prejudicou e fez minha família sofrer”.

Lamentável, senhor Gilvam Borges! Mas, o que esperar de um homem nascido da amargura e refogado longamente em caldo de ódio? O que esperar de um corsário político senão embustes, velhacarias e atos degenerados? Nada mais previsível.

Os descaminhos da Imprensa (Edição 113)

A Imprensa tem papel fundamental na consolidação da democracia e na defesa dos direitos humanos. Principalmente nos dias atuais, com o advento das novas tecnologias e a importância da Internet na vida das comunidades. As mídias sociais (sites, blogs, Facebook, Twitter e demais aplicativos) estão presentes no cotidiano, permitindo que qualquer pessoa tenha seu próprio veículo de comunicação e passe a expressar livremente sua opinião na rede mundial de computadores.

Thomas Jefferson, o terceiro presidente dos Estados Unidos (1801-1809), certa vez afirmou: “Se me fosse dado decidir se devemos ter um governo sem jornais, ou jornais sem um governo, não hesitaria um momento em preferir a última”. Sem dúvida, a Imprensa é o pilar da liberdade e, quando exercida com zelo, é a principal ferramenta da sociedade na construção de uma vida melhor para todos.

Mas, a Imprensa deixa de ter essa importância quando se apequena diante de políticos corruptos, e converte-se em instrumento de barganha nas mãos de empresários inescrupulosos. A imprensa amapaense (com raras exceções) vive seu pior momento, e isso vem ocorrendo desde 2003, quando profissionais e donos de empresas de comunicação foram cooptados pelo então governo Waldez Góes (PDT), resultado de projeto tramado pelo advogado Gutembergue Jácome, iminência parda do pedetista. O que era para ser um procedimento legal, divulgar medidas e ações governamentais, virou um “negócio” de cosa nostra.

As despesas da gestão passada com pagamento de radialistas, jornalistas, donos de jornais e de emissoras de rádio e TV ultrapassaram, e muito, a medida do bom senso. Foram gastos milhões de reais para não deixar que as ações negativas, os desmandos e as malfeitorias do governo Waldez Góes se tornassem de domínio público. E foi no decorrer de oito anos (2003 – 2010) que alguns pseudo profissionais de Imprensa ficaram ricos. Compraram mansões, carrões de luxo, tornaram-se proprietários de imóveis em badalados balneários nordestinos, investiram fortunas em parentes, transformando-os, à força de fórceps, em arremedos de artistas.

Enquanto a imprensa domesticada distraía a população amapaense com notícias inverídicas, proeminentes do governo Waldez agiam desenvoltos nos subterrâneos, promovendo verdadeiros assaltos ao tesouro público. Era de surpreender – e irritar – a indiferença dos jornais para operações da Polícia Federal na Secretaria de Estado da Saúde. Os donos desses veículos mandavam “suavizar” a notícia para não atingir o mandachuva de plantão. Inclusive, o editor-chefe de um desses jornais chegou a ser demitido porque deixou “passar” uma legenda sob a foto de Waldez Góes que dizia “bandido preso”. A legenda fora publicada por engano.

A subserviência da Imprensa não era pelos “belos” olhos de Waldez Góes. Mas, provinha da montanha de dinheiro mensalmente repassada, por meio da Secretaria de Estado da Comunicação e da agência de publicidade Amazoon – Sistema de Comunicação, para os bolsos e contas desses pretensos “barões da mídia”. Por conta desse “ mensalinho”, a quadrilha montada nas entranhas da administração pública estadual pôde agir incólume por anos, saqueando e pilhando o dinheiro da população carente do Amapá.
Esse tempo de trevas na história da Imprensa amapaense ainda não acabou. Emissoras de rádio e TV, jornais e revistas controladas por opositores do governo Camilo Capiberibe continuam utilizando as ferramentas do jornalismo para construir falsas verdades e disseminar o ódio. E o que eles faziam antes, elevando às alturas da mentira e hipocrisia um governo forjado no pântano, tentam repetir às avessas contra um governo democraticamente eleito pela vontade do povo.

Quando homens venais e inescrupulosos utilizam a Imprensa para espalhar mentiras e promover a discórdia entre os incautos é preciso ficar atento, pois, o que eles querem é o retorno das velhas e criminosas práticas políticas. E o que menos importa para eles é o bem-estar do povo amapaense.

Iscariotismo político (Edição 112)

Inconformados com a firme decisão do governador Camilo Capiberibe em rechaçar antigas práticas políticas que em passado recente contribuíram sobremodo para levar o Amapá à indigência social e financeira, alguns deputados e deputadas estaduais da VI Legislatura decidiram instrumentalizar os respectivos mandatos para promover a ingovernabilidade e impedir a implantação de políticas públicas favoráveis ao povo amapaense.

As inconsequências dos atos de “suas excelências” ganham contornos antidemocráticos e adquirem viés de “trama e conspiração” contra um governo legitimamente eleito pela vontade popular, e que hoje encontra dificuldades para desenvolver suas ações buscando melhorar a qualidade de vida de jovens e adultos porque parlamentares estaduais resolveram ignorar as atribuições para as quais foram eleitos e eleitas, para despender esforço e desperdiçar dinheiro do contribuinte com ações meramente revanchistas.

Nas últimas semanas, tribunos e tribunas gastaram mais tempo em construir denúncias, formular  embates, vetar projetos do Executivo ou simplesmente palrar contra o governo do que realmente legislar em favor dos mais carentes, propor leis que gerem emprego e renda, garantir aos desvalidos acesso ao mercado de trabalho.

Tanto esforço concentrado para desacreditar o governo e desgastá-lo junto a sociedade amapaense tem um propósito canhestro: derrubar Camilo Capiberibe e no lugar dele colocar o deputado Bruno Mineiro, ilustre representante da VI Legislatura, a mesma das verbas indenizatórias e diárias exorbitantes. Parece roteiro de filme hollywoodiano, daqueles com trama intricada, mas está acontecendo bem embaixo de nossos narizes.

Sem qualquer exagero, trata-se de manobra típica de iscariotismo político, daquelas praticados em profusão nas republiquetas latino-americanas e que acabam elevando ao poder um grupo político contrário às aspirações populares e disposto a enriquecer às custas do erário. O que já aconteceu no Amapá, entre 2003 e 2010. Por essas e outras, é que não devemos permitir que a história do Amapá volte à lata do lixo. Só o voto resolve.

O perfil tortuoso de Waldez Góes (111)

A declaração de bens do candidato Waldez Góes (PDT) entregue à Justiça eleitoral é um acinte à inteligência - e ao bom senso - do honrado cidadão amapaense. Como pode alguém, que exerceu o cargo de governador do Estado entre 2003 e 2010, declarar que só tem, como patrimônio, um imóvel avaliado em R$ 15 mil?

Raciocinemos por esta perspectiva hipotética. Oito anos multiplicados por 12 meses (um ano) são 96 meses. Digamos que a partir de janeiro de 2003, após tomar posse como governador, Waldez passasse a receber R$ 6 mil de salário. Multipliquemos 96 por 6 e chegaremos à bagatela de R$ 576 mil.
Ou seja, em oito anos (96 meses) Waldez Góes recebeu R$ 576 mil de salários. Dinheiro suficiente para comprar um bom apartamento em qualquer uma das nove capitais da Amazônia Legal.

Mas atenção: estes números são meramente ilustrativos. Incluindo rejustes, diárias e outros penduricalhos de igual ou maior importância, o salário do ex-governador sempre esteve em espiral crescente, alcançando níveis estratosféricos no fim do segundo mandato.

Além dessa patuscada, Waldez Góes também omitiu da Justiça Eleitoral os inúmeros processos cíveis e criminais nos quais ele é réu acusado da prática de crimes como malversação, peculato, concussão, corrupção passiva e ativa, formação de quadrilha e prevaricação. Inclusive sofrendo recente condenação judicial.

Ao ser flagrado no cometimento do deslize, Waldez Góes, por meio de sua assessoria, tratou de buscar apoio junto aos antigos parceiros do mass-media (mídia tradicional). No entanto, o estrago já estava feito, fato evidenciado na reação do povo amapaense, variando entre a pilhéria (o ceticismo) e a revolta, expressa através de gestos e palavras impublicáveis.

A omissão dos processos em trâmite na Justiça comum e a declaração de bens controversa revelam claramente o perfil tortuoso do ex-governador e atual candidato do PDT. Exemplo clássico de quem está disposto a tudo para retomar o controle do tesouro estadual.
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Jornalismo de esgoto Jornalismo de esgoto Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, agosto 13, 2014 Rating: 5

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