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Condenado

Waldez esconde patrimônio e omite condenação por improbidade

Capa Folha - reprodução
Em oito anos como governador do Estado do Amapá, o técnico agrícola e ex-deputado estadual Antônio Waldez Góes da Silva (PDT), recebeu aproximadamente R$ 1,4 milhão de salários, cálculos feitos com base no Portal da Transparência. Onze anos e seis meses depois, Waldez, que foi preso pela Polícia Federal em setembro 2010 sob a acusação de malversação, peculato, concussão, corrupção passiva e ativa, formação de quadrilha e prevaricação entregou ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá uma singela declaração em que apresenta como único bem um imóvel localizado no bairro do Cabralzinho, em Macapá, avaliado em R$ 15 mil.

Com R$ 1,4 milhão na conta bancária, é possível comprar confortável apartamento em qualquer uma das nove capitais da Amazônia Legal e ainda poupar uma boa quantia para formação de considerável pé-de-meia. A estimativa, contudo, não inclui reajustes, diárias e outros penduricalhos de igual ou maior importância inseridos aos proventos do ex-governador, sempre em espiral crescente, alcançando níveis estratosféricos quando ele se desincompatibilizou em abril de 2010 para concorrer ao Senado.

Para renomados corretores de imóveis com ampla experiência no mercado local, a declaração de bens do ex-governador “é um acinte à inteligência do cidadão amapaense” porque, segundo afirmou um deles, o preço de casas semelhantes a do candidato pedetista, no mesmo bairro, variam entre R$ 500 mil e R$ 800 mil. O contraste é gritante, em especial quando se compara a declaração de Waldez com a de candidato que nunca exerceu cargo de tamanha relevância a exemplo do estreante Décio Gomes, do PCB, em cuja declaração constam um veículo tipo Gol e uma microempresa, estimados em R$ 62 mil.
Qualquer cidadão, mesmo sem ser especialista, sabe que em Macapá o mercado imobiliário é extremamente aquecido. Mesmo nas áreas de ressaca, onde os imóveis tem um custo menor, dificilmente se compra uma casa pelo valor declarado por Waldez.

Essa aparente anomalia serviu de argumento para o pedido de impugnação da candidatura oposicionista feita pela coligação Frente Popular a Favor do Amapá, que tem como candidato à reeleição ao governo Camilo Capiberibe. Os advogados da Frente Popular ainda argumentaram que Waldez teria omitido também os bens que possui em conjunto com a mulher, deputada estadual Marília Góes, que totalizariam R$ 649 mil, situação considerada falta grave.

Ex-governador responde a condenação em 1ª Instância

Supostamente envolvido em malfeitorias planejadas e executadas por notórios personagens do governo que comandou, Waldez Góes responde a quase dez processos nas Justiças Cível e Criminal, inclusive contabilizando a primeira condenação resultado de decisão de primeira instância, formalizada pelo juiz Paulo Madeira. Waldez e Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP/AP) foram condenados em decorrência dos empréstimos consignados descontados dos servidores públicos e que não eram repassados aos bancos, transformando o servidor público amapaense em caloteiro junto ao SERASA.

Embora amplamente divulgados, esses processos foram deliberadamente omitidos pela assessoria jurídica do pedetista durante a inscrição dele no Tribunal Regional Eleitoral. Ou seja, os processos não estão nas certidões entregues por Waldez à Justiça Eleitoral. O TRE do Amapá confirmou que o ex-governador não apresentou a certidão criminal. Em entrevista à uma emissora de rádio, Waldez disse que a documentação ausente já foi encaminhada ao TRE.

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Condenado Condenado Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sábado, julho 19, 2014 Rating: 5

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