Header AD

Nova Ação do MP contra Waldez Góes

Nova ação de improbidade contra o ex-governador Waldez Góes é ajuizada pelo MP-AP

O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), por intermédio da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Cultural de Macapá (PRODEMAP), ingressou com mais uma ação de improbidade administrativa cumulada com pedido de ressarcimento ao erário, contra o ex-governador Antônio Waldez Góes, o ex-diretor da Rádio Difusora de Macapá, Carlos Luiz Pereira Marques, o proprietário da Rádio Comunitária dos Bairros Pedrinhas e Araxá, Valdêz Alcântara da Silva, e o ex-presidente de associação, Ivanildo Souza. O argumento foi o uso da Rádio Difusora de Macapá (RDM), em benefício de campanha eleitoral, em 2006.

O fato – Enquanto governador, Waldez Góes convocou à residência oficial o senhor Valdêz Alcântara, então proprietário da Rádio Comunitária dos Bairros Pedrinhas e Araxá, e forte liderança naquela região. O objetivo era fechar um acordo para obter o apoio do líder comunitário e restringir o acesso de adversários políticos aos programas da referida rádio.

De acordo com a ação, Waldez Góes garantiu como recompensa para o líder, sua eleição como presidente do Conselho Tutelar, e a aquisição, através do Governo do Estado, de uma nova potência para a rádio comunitária, em substituição ao equipamento danificado. Após a proposta ser aceita, Waldez Góes incumbiu Carlos Marques, gerente da Rádio Difusora de Macapá, de celebrar um convênio para a liberação dos recursos necessários, em cumprimento ao acordo.

Com o impedimento da liberação do recurso em nome de Valdêz Alcântara, o convênio foi celebrado entre a emissora estatal e a Associação dos Renais e Transplantados do Amapá (ARTA), na época, presidida por Ivanildo Souza, que estava com o CNPJ regularizado. O convênio de nº 002/2006 repassou para a conta da Associação, de nº 8823-4, Agência 4544-6, do Banco do Brasil, o valor de R$ 11 mil reais, em 11 de agosto de 2006.

Segundo apurou a PRODEMAP, no dia 17 de agosto do mesmo ano, o valor foi sacado e repassado para Ivanildo Souza, que ficou com R$ 1.500,00, a título de comissão, e o saldo remanescente de R$ 9.500,00, repassado à Valdêz Alcântara, que jamais prestou contas do valor recebido.

Mesmo todos confessando as práticas de delito perante a Procuradoria da República, Valdêz Alcântara declinou ser Waldez Góes o articulador do pacto e recebeu ameaças de morte do então diretor Carlos Marques, e do advogado da emissora, Marcelo Leal. Atendendo aos pedidos da família, Valdêz Alcântara foi até a sede da Procuradoria da República para retirar a denúncia formulada e solicitar proteção de vida.

O processo do MP-AP menciona perceber-se uma “ação deliberada de uma quadrilha orquestrada para dilapidar o patrimônio público em prejuízo de toda a sociedade”.

De início, a ação de nº 8279-02.2009.8.03.0001- 2ª Vara Cível, foi ajuizada somente contra Carlos Marques, Ivanildo Souza e Valdêz Alcântara da Silva, porém, esclarece o promotor de Justiça Adauto Barbosa que “foi constatada a participação direta de Waldez Góes nos atos ilícitos, e uma nova ação foi ajuizada”. Nesta, o MP-AP “pede a condenação dos réus pela prática de improbidade administrativa, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, inscrição no Cadastro Nacional dos Condenados por Improbidade Administrativa, ressarcimento do erário e demais sequelas de direito (Proc.nº14443-41.2013.8.03.0001- 2ª Vara Cível).”.

ASCOM/MPE
_
Nova Ação do MP contra Waldez Góes Nova Ação do MP contra Waldez Góes Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, maio 28, 2014 Rating: 5

SE VOCÊ TEM ALGUMA NOTÍCIA PARA COMPARTILHAR, ENVIE PARA O WHATSAPP (96)98135-3197.


O Diário do Meio do Mundo é um site de jornalismo independente. Contribua para mantê-lo online. Obrigado! Se você não tem uma conta no PayPal, não há necessidade de se inscrever para doar ou assinar, você pode apenas usar qualquer cartão de crédito ou de débito. Para quem prefere fazer depósito em conta: Banco do Brasil; Agência: 2825-8; CC: 219.880-0.


Post AD