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Embate GEA e LMS

Novos contratos de licitação no Amapá podem representar uma vitória na luta contra a corrupção

Nos últimos anos vem ocorrendo uma sucessão de fatos que tem preocupado os corruptos do Amapá. O primeiro deles deixou marcas desastrosas, pois acabou com uma importantíssima fonte de alimentação para larápios de toda a monta, políticos, jornalistas; diversas emissoras de rádio; tv e jornal impresso – que foi a perda do comando do Governo do Estado – um acontecimento inédito e vergonhoso na história do Amapá. As consequências da Operação Mãos Limpas, deflagrada em 2010, ainda perdurará por alguns anos.

Em 2012, mais um duro golpe abalou interesses escusos - a perda do comando da Prefeitura de Macapá - a segunda maior fonte de alimentação dos corruptos insaciáveis por desviar recursos públicos. Com a derrota, o bando se viu obrigado a buscar novas estratégias para sustentar as falcatruas, intensificando assim sua atuação na Assembleia Legislativa do Amapá. Além de acordos milionários com um forte empresário local. E mais uma vez, o infortúnio lança suas asas sobre a corja, pois nos últimos dias a quarta maior fonte que retroalimenta a corrupção no estado vem sofrendo com uma iminente perda - do contrato ilegal de mais de 40 milhões da Luciano Marba da Silva (a LMS), empresa de Vigilância que corrompeu "meio mundo" (segundo investigações do Ministério Público Estadual), desde vigilantes funcionários da LMS, passando por funcionários públicos, jornalistas, advogados, políticos e altos figurões da Justiça Amapaense acusados de envolvimento com o empresário.

Só para ter uma ideia, a terceira fonte, a ALAP, alimentou a rede de comunicação do Gilvam Borges, o Sistema Beija Flor, só em 2011 em mais de R$ 1 milhão para atacar o atual Governo. Diante dos últimos acontecimentos, fica fácil compreender o porquê de tanto estardalhaço de um bando na imprensa local que se mostra indignada com a legítima Ação do defensor da sociedade – o Ministério Público Estadual. Compreensível diante da perda da quarta maior fonte de alimentação, já que o Governo está na iminência de fazer nova licitação para a vigilância no estado. Com o fim da mamata, entra em cena o desespero.

Dois fatos corroboram para a agonia diante do cerco que se fecha: o fim do contrato GEA/LMS e, sobretudo, da Ação do Conselho Nacional de Justiça, o CNJ, que inviabiliza novas liminares. Por isso que há toda essa pressão sobre o MPE por parte de “jornalistas” - pagos com os recursos ilegais do contrato da LMS. Os mesmos que tentam de forma escandalosa desqualificar as robustas provas de corrupção tanto na Assembleia Legislativa, quanto no contrato que se arrasta por três anos, sempre amparados por liminares suspeitas; além de tentar subestimar a população com reportagens como as veiculadas pela TV Amapá, dando credibilidade a declarações de criminosos sem valor nenhum, deixando de lado a investigações sérias realizadas pelo MP.

Não há qualquer dúvida de que o contrato da vigilância SEED / LMS foi utilizado como braço financeiro nestes três anos para desgastar o governo do estado. Em contrapartida, o próprio governo insiste em afirmar que não tem cumplicidade, amizade e não deve absolutamente nada para bandidos, que mais cedo ou mais tarde esses que enlameiam o Amapá vão parar na cadeia. Ora, como poderia negociar e estabelecer parceria justamente com quem se tem travado guerra e contra quem se tem investido de todas as formas legais para moralizar a esfera pública?

O governo afirma: não haverá outra LMS ou Amapá VIP que possa dominar um mega contrato. Este será dividido em 11 novos lotes, desconcentrando e distribuindo as oportunidades para as várias empresas. Além disso, a licitação da vigilância será realizada, o edital já foi lançado e a teia de influência que garantiu a manutenção deste contrato foi desmontada. Não só isso, mas também a organização criminosa que dominou o Amapá e levou suas maiores autoridades para a cadeia está estrebuchando, mas não vai mais intimidar a sociedade.

As práticas corruptas podem continuar sendo as mesmas: chantagem, extorsão e mentiras. Mas Governo forte não verga, não se intimida; e não desvia da reta. Ninguém se engane quanto à natureza do embate que se está travando, a luta é contra a mesma organização criminosa que dominou o Amapá no passado recente.

Leia mais sobre o caso Marba:


-->Texto da jornalista Alcinéa Cavalcante de abril de 2011 mostra a determinação do Governo do Estado no combate à corrupção

-->O fim da LMS - Vigilância? 13/11/2012 

-->LMS-Vigilância: a pedra no sapato do Governo Camilo 19/11/2012


-->LMS-Vigilância mostra mais uma vez seu poder ao governo do PSB 20/11/2012    

-->A casa caiu para o empresário Luciano Marba 23/10/2013

-->Áudio: grampos comprometem empresário Luciano Marba 28/10/2013 

-->LMS e a suposta rede de corrupção montada por Luciano Marba 11/05/2014

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Embate GEA e LMS Embate GEA e LMS Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, maio 14, 2014 Rating: 5

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