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Sarney - a dor de cabeça do PT

Sarney transformou-se em dor de cabeça para a estratégia de reeleição de Dilma

Por Sérgio Santos do MZ Portal

Em caso de 2º turno com o PSDB, o PT quer Camilo e Casagrande como "pontes" para trazer o PSB. Para isso, o Partido tem que resolver o "problema Sarney".

Sarney e Dilma - foto reprodução
Segundo informações de uma fonte do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), o partido acredita ser pouco provável que a eleição para presidente se resolva em um só turno, embora o partido ainda trabalhe com essa hipótese. Mas, no caso de um 2º turno, o PT acha, que Aécio Neves (PSDB) ainda seria o candidato oposicionista com melhores chances de "varar". Neste contexto, "ter os socialistas ao lado seria fundamental para consolidar a vitória da Dilma", informou.

Essa estratégia explicaria, pelo menos em parte, a intervenção "branca" do PT no Diretório do Maranhão. Já faz algum tempo que as decisões eleitorais do Estado já vinham sendo tomadas pela Executiva Nacional do Partido. Isso porque, a aliança nacional com o PMDB de Sarney, que tem garantido a governabilidade ao governo petista no Congresso, sempre foi pautada pelos interesses do velho oligarca maranhense, tanto no seu estado natal quando no Amapá, onde tem conseguido sua sobrevivência política.

Mas, se no passado Sarney foi útil ao PT, hoje ele se tornou uma dor de cabeça para os petistas. O senador cobra do partido apoio para manter a família na política regional e nacional. O problema é que os interesses dos antigos aliados se conflituam nos dois estados onde o senador atua, sobretudo, no Amapá, onde o PT, por questões estratégicas, quer manter a aliança que tem com o PSB no comando do governo estadual.

No Maranhão, além da intervenção, o PT resolveu o problema da falta de confiança da governadora Roseane no petista Washington Oliveira, seu vice-governador. Oliveira foi escolhido para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Assim, ao deixar o cargo para concorrer ao senado, Roseane não correrá o risco de ficar sem o apoio da máquina estatal, uma condição decisiva para ela.

No Amapá, Sarney tem dito que quer disputar a reeleição, mas ainda avalia o quadro eleitoral - talvez esperando o desfecho do Maranhão. Até porque, ele sabe que uma derrota no final de sua longa vida política não ficaria bem para quem já foi um dos homens mais fortes da República.

Sarney aponta que só viria no melhor cenário, ou seja, com o mínimo de candidaturas competitivas que lhe possam fazer sombra. O problema é que, o que ele tem até o momento, é a defecção de antigos aliados, que já se apressaram em posicionar suas candidaturas apostando na sua aposentadoria. Como é o caso do deputado Davi Alcolumbre, do DEM, que parece acreditar no velho axioma futebolístico que diz que quem se desloca tem a preferência.

A cúpula petista ainda espera que Sarney, com o problema resolvido no Maranhão, não saia candidato no Amapá, até porque, além do projeto prioritário de reeleição da presidenta Dilma, o PT também quer fortalecer a sua bancada no Senado, onde o partido é minoritário, e os petistas amapaenses querem disputar essa vaga com Dora Nascimento, a vice-governadora do Estado.

Por tudo isso, a quem diga que Sarney, nestas eleições, vai mesmo é tentar eleger sua filha senadora pelo Maranhão.
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Sarney - a dor de cabeça do PT Sarney - a dor de cabeça do PT Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, março 05, 2014 Rating: 5

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