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Poema de Manuel Bandeira sobre o Rio

Louvação à cidade do Rio de Janeiro - Manuel Bandeira

Panorâmica do Rio de Janeiro vista de cima do Pão de Açúcar / tarde do céu nublado - foto Nezimar Borges
Louvo o Padre, louvo o Filho
E louvo o Espírito Santo.
Louvado Deus, louvo o santo
De quem este Rio é filho.

Louvo o santo padroeiro
– Bravo São Sebastião –
Que num dia de janeiro
Lhe deu santa defensão.

Louvo a Cidade nascida
No morro Cara de Cão.
Logo depois transferida
Para o Castelo, e de então
Descendo as faldas do outeiro,
Avultando em arredores,
Subindo a morros maiores
Grande Rio de Janeiro !

Rio de Janeiro, agora
De quatrocentos janeiros...
Ó Rio de meus primeiros
Sonhos ! (A última hora
De minha vida oxalá
Venha sob teus céus serenos,
Porque assim sentirei menos
O meu despejo de cá.)

Cidade de sol e bruma,
Se não és mais capital
Desta nação, não faz mal:
Jamais capital nenhuma,
Rio, empanará teu brilho,
Igualará teu encanto.
Louvo o Padre, louvo o Filho
E louvo o Espírito Santo.
_
Poema de Manuel Bandeira sobre o Rio Poema de Manuel Bandeira sobre o Rio Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sexta-feira, março 21, 2014 Rating: 5

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