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RANDOLFE RODRIGUES – o novo da política nacional

PSOL ameaça o PT mais do que qualquer outro partido?

Montagem extraída do perfil do facebook do Emir Sader - sociólogo-marxista(segundo o próprio) - que é ligado ao PT

Depois de definida a candidatura do senador Randolfe Rodrigues [ RR ] do PSOL do Amapá à Presidência da República no pleito eleitoral deste ano, surge uma inquietação. Por que nas últimas semanas setores do Partido dos Trabalhadores passaram a atacar violentamente o partido do senador, sem motivo aparente?

O certo é que antes do lançamento do candidato pessolista, o PT figurava confortavelmente como o “partido da esquerda brasileira” e gerava confusão em uma parte do eleitorado que sempre vota nos políticos que estão à esquerda do espectro político-ideológico - que não vota no PT e muito menos no PSDB.

Na prática o PT é de Centro já que com a mão direita afaga o grande capital com privatizações e, ao mesmo tempo, usa a mão esquerda para fazer doações de reais aos pobres através do Bolsa Família. Simples assim.

Até pouco tempo, Marina Silva era quem preocupava a ordem petista. Agora com RR no lugar da ex - senadora, o PT prescinde de candidato que ameace o projeto de poder iniciado por Lula. RR é inteligente, ousado e, sobretudo, identificado com a juventude. Um quadro que – devido às particularidades que poderá acontecer nas eleições de outubro, diante do “déjà vu” do susto que a molecada deu nos políticos no junho passado – para uns, é uma grata surpresa, mas para outros, uma indisposta revelação. Estaria aí a compreensão dos ataques ao PSOL que a principio partiu da horda petista?

A celeuma entre os partidos vai desde a problemática construtiva entre Walter Pomar (PT) e de Gilberto Maringoni, quadro do PSOL; aos ataques rasteiros nas redes sociais e nas páginas dos partidos envolvendo militantes identificados com as causas de um ou de outro.

Não há dúvida que para o eleitorado– pelas circunstancias e particularidades já descritas de um ano histórico – o diferente fará a diferença diante dos candidatos que representam o “mais do mesmo”. Pelo perfil político, RR deverá explorar essa demanda eleitoral. Aliás, o que soaria mais acalentador para a juventude e para milhões de trabalhadores que ameace tanto PT quanto PSDB, do que a chamada de RR? "Ofereço ao país a chance inédita de ter o PMDB como oposição"!

Atualmente na política brasileira o povo, lamentavelmente, exerce contorcionismo diante dos políticos. No entanto, a esperança o faz dobrar definitivamente diante de uma complexa inquietação. Assim, no bojo da indignação que poderá tomar conta do país durante e depois da Copa, RR deve explorar outra chamada, quiçá mais do que persuasiva que pode render milhões de votos: “o novo na política”.

Justificável, portanto, que ao contrário do desastre da candidatura do octogenário Plinio de Arruda Sampaio em 2010, RR ameace muito mais o PT do que qualquer outro partido e, talvez por isso, o imbróglio com o PSOL deve persistir por mais tempo. E antes que a cria devore o criador é compreensível ainda que o PT se espelhe do mito de Saturno agora e inicie barrar o intento do PSOL. Pelo menos no mundo real da política espera-se que isto não aconteça.
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RANDOLFE RODRIGUES – o novo da política nacional RANDOLFE RODRIGUES – o novo da política nacional Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, março 12, 2014 Rating: 5

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