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O jornalismo parcial da Tv Amapá

O jornalista João Silva cobra a tradicional credibilidade da TV Amapá,  afiliada da TV Globo no estado

Nas últimas semanas a TV Amapá, ao que se percebe, deu uma guinada para próximo do jornalismo de esgoto do Sistema Beija Flor de Comunicação do boquirroto, Gilvam Borges.

Cá com meus botões,  pergunto, qual a mão poderosa e invisível estaria por trás da mudança de rumo do jornalismo da emissora?

Se José Sarney, de fato, vem para a disputa da vaga ao senado como candidato, ele teria poder suficiente para influenciar "lá por cima" os irmãos Marinhos ou o dono da TV Amapá? Já que também possui uma TV Afiliada à rede Globo - a TV Mirante de São Luis.

Ou. Alguém sabe se há algum favor que o oligarca pode ter feito ao sócio proprietário da TV Amapá?

Hoje mesmo Sarney articula com a elite amapaense o isolamento do seu adversário histórico no estado.

Sobre isto, veja o artigo de João Silva, no qual cobra a postura tradicional da TV Amapá que por anos se notabilizou como o principal veículo de credibilidade no jornalismo amapaense.

FALTA DE EQUILÍBRIO E BOM SENSO

João Silva

O jornalismo da TV Amapá está precisando reencontrar o bom senso, o equilíbrio necessário. Por causa disso, muitas pessoas esclarecidas e bem informadas estão desligando sua televisão ou mudando de canal na hora dos telejornais da emissora, que não é uma conquista do empresário Phellipe Dao, mas do povo amapaense.

O Estado é pequeno, Macapá tem muros baixos, e o canal de televisão de maior audiência do Amapá quer atingir o governo no fígado – como não perceber que isso está acontecendo, ora bolas! Então é melhor tratar a questão de frente, sem rodeios e floreios!

Contra sua própria história, a TV Amapá, não se sabe se com aval ou não de Manaus, aproximou-se da ‘linha editorial’ das emissoras do Grupo Beija Flo e de parte da mídia impressa ligada ao PMDB, ao PDT, ao blocão da harmonia composto por autoridades que desviaram recursos públicos do Estado e foram presas na Papuda. Passou a ser oposição midiática, e isso é fatal para a ‘saúde’ da notícia.

A tentativa de desconstruir a imagem do governo Camilo Capiberibe é clara; falta apenas apurar quem são os responsáveis por isso e o que está por trás dessa ação que compromete o jornalismo da emissora insistindo na repercussão de toda sorte de criticas feitas ao governo por gente que não enxerga um palmo além do nariz e quer que o governo lhe dê tudo a tempo e a hora.

Perguntinha tipo três em uma: o grupo que lança o jornalismo da TV Amapá no descrédito da sociedade que reconhece a ação deliberada contra alvos do Governo, foi cooptado pela oposição, exerce poder paralelo, ou age com o aval de Manaus, a quem está afeta a responsabilidade de orientar a linha editorial da emissora?

Sempre bom lembrar que rumores antigos, depois confirmados como fatos, denunciam a distribuição de privilégios a membros do jornalismo da emissora pelo Governo de Waldez Goés; jornalistas – em alguns casos até marido e mulher, tinham contratos paralelos com a RDM, e percebiam salários integrais sem precisar trabalhar.

Essa célula contaminada do jornalismo da TV Amapá estaria contrariada, já que o governador Camilo, assim que assumiu, decidiu acabar com os privilégios que vigoraram, ao que se sabe, nos dois mandatos do pedetista entrando também nos oito meses do governador Pedro Paulo Dias.

Foi esse esquema raivoso que mandou um repórter ao Oiapoque entrevistar um médico insatisfeito com a mesa em que trabalhava, quando ali fora construido pelo atual governo um Hospital pelo qual a população esperou por mais de 50 anos.

A chiadeira sobre os problemas do Super Fácil foi mais reveladora. Os populares ouvidos, como sempre, falaram em alto e bom som, enquanto a defesa feita pelo administrador das unidades da instituição espalhadas por Macapá e Santana não pode ser ouvida pelos telespectadores devido a falha técnica(?). A TV Amapá, pelo menos em consideração ao seu maior cliente, deveria ter pedido desculpas ao público e mandado refazer a matéria.

Ontem o jornalismo da emissora voltou a atacar o governo por via do óbvio ululante, abrindo espaço para mostrar usuários da balsa do Matapí reclamando dos transtornos causados pela construção da ponte que será a redenção de Mazagão e de boa parte do sul do Estado; claro que está causando transtornos, sim,  mas isso não é notícia que interesse a um telejornal sério, que deveria explicar ao povo que o que está sendo feito é para melhorar a sua vida e o lugar onde vive.

Notícia, notícia é que afinal, depois de tantos anos, se materializa um sonho; a certeza de que ali, finalmente, o governo está construindo uma ponte que foi anunciada muitas vezes, mas que não saiu do papel, e já se pode ver 40 pilastras em pé, em menos de dois meses de obra, eis a notícia a ser dada a quem deseja saber o que está se fazendo por esta terra.

O que a TV Amapá tem que fazer, é mostrar o conjunto da obra, avaliar com decência e compromisso o desempenho do GEA e considerar na sua avaliação a gravidade dos óbices superados por uma equipe de governo jovem tocando um rol de obras que retomam o esforço pela implantação da infraestrutura do Estado, apontando para as necessidades do cidadão e do conjunto da sociedade.

Permitam-me mais alguns comentários, pra encerrar: não estou sendo pago para defender o governo, não ocupo cargo no governo, não faço parte da mídia do governo, mas há muito tempo, lá atrás, eu fiz uma opção pelos bons políticos, pelos bons administradores, pela boa intenção dos que governam, por aquelas autoridades que respeitam a sociedade, os recursos públicos e querem, de fato, trabalhar pelo meu Estado e a cidade em que eu vivo, que amo de paixão.

Quero deixar bem clara também minha preocupação com os bons jornalistas que trabalham na TV Amapá, gente que não participa da campanha de desconstrução do governo, coisa que fere de morte algo que deu muito trabalho para ser construido ao longo da história da emissora, que é a sua credibilidade, obra moldada por muitas mãos, por muitas cabeças, por muitos profissionais que passaram por lá e outros que ainda estão lá.

Claro que esse artigo não tem objetivo de se levantar contra a liberdade de imprensa, de impedir que falem as vozes das ruas, de convencer os outros que o governo não tem falhas, que a TV Amapá não tem direito de noticiar o que não funciona na administração do Estado. Claro que não!!

O que estamos denunciando é a intolerância provocada por interesses contrariados, o que se constitui campanha difamatória – e sem trégua, contra um governo bem intencionado…Ou você acha que não é o fim dos tempos abrir manchete de primeira página para dizer que professores do Amapá, uma minoria, aliás, protestou contra a chegada da banda larga no Estado?!

É a mesma mídia tacanha e criminosa, da qual a TV Amapá se aproxima perigosamente, que fica de tocaia dia e noite para jogar uma mãozada de lama na honra do governador Camilo, na honra do prefeito Clécio, na honra da desembargadora Sueli Pini, na honra da procuradora do MP-AP, Invana Cei, ‘e por aí afora’ como dizia aquele velhinho que roubava, mas fazia…
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O jornalismo parcial da Tv Amapá O jornalismo parcial da Tv Amapá Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on terça-feira, março 18, 2014 Rating: 5

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