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Julgamento

Defesa usa ardil jurídico para tentar salvar pele de Waldez e Pedro Paulo

Portal Marco Zero
Defesa de PP e WG tentam escapar de condenação e da inelegibilidade - foto reprodução google images
Praticamente às vésperas de sentarem no banco dos réus – audiência será nesta segunda-feira, 17 –, as defesas dos ex-governadores Waldez Góes e Pedro Paulo tentam última manobra para evitar a condenação de seus clientes. Agora a tática é usar um relatório do Ministério Público Estadual (MPE), numa ação semelhante, a favor dos dois.

Advogados de Waldez Góes e Pedro Paulo tentam última manobra para evitar a condenação dos dois
A defesa argumenta que o próprio MPE teria arquivado um processo semelhante a este, contra a Prefeitura de Santana, por considerar que não houve crime. Porém, o promotor Adilson Garcia deixa claro que os servidores de Santana não foram prejudicados, porque o Banco Paulista não negativou seus respectivos nomes, ao contrário do que ocorreu com o Estado.

Opinião pública

Numa estratégia de influenciar a opinião pública a favor dos réus, nesta quinta-feira, 13, Cícero Bordalo, que defende Pedro Paulo, chamou a imprensa para mostrar os documentos referentes ao processo, que teria sido arquivado pelo MPE, contra o então prefeito de Santana, Antônio Nogueira, que era acusado pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Santana e pelo Banco Paulista de não efetuar o repasse das consignações.

A Prog

Cícero Bordalo Júnior chegou a afirmar que a Procuradoria Geral do Estado (Prog) agiu por motivação política ao denunciar os ex-gestores ao Ministério Público. Para ele, a reclamação cabia ao servidor prejudicado.

No entanto, o procurador Antônio Kleber disse que a ação foi feita justamente para resguardar o Estado das enxurradas de processos movidos por servidores que tiveram seus nomes negativados. "A denúncia foi justamente para evitar ainda mais lesão aos cofres públicos. Mesmo existindo uma crise financeira havia outros recursos para pagamento de folha", esclareceu.

O caso

Waldez Góes e Pedro Paulo estão sendo processados pela utilização ilegal de R$ 74 milhões, recursos provenientes dos empréstimos consignados contraídos pelos servidores públicos estaduais e não repassados aos bancos.

Na ação penal, o Ministério Público pede a condenação de Waldez, Pedro Paulo e dos ex-secretários por terem retido valores mensais devidos pelos servidores estaduais em empréstimos consignados, valores esses que deveriam ser repassados aos bancos credores.

Para o MP, a conduta apropriatória do GEA, por seus gestores, impedia que os débitos dos consumidores, todos eles servidores do próprio Estado, honrassem os pagamentos dos respectivos empréstimos.

Não sabia de nada

Na defesa, os acusados alegaram que foram levados à prática de tais ilícitos pelas consequências da crise mundial, que teria abalado as finanças públicas do Estado. Waldez Góes chegou, inclusive, a alegar que não sabia que o dinheiro era descontado dos servidores e não era repassado às instituições financeiras.
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Julgamento Julgamento Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quinta-feira, março 13, 2014 Rating: 5

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