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Contradição

Nem o Maranhão é um estado de primeiro mundo, nem Sarney trabalha pelo Amapá


Na quinta-feira passada, 13, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, concedeu uma entrevista para a Rádio Mirante, de propriedade de sua família. Nela, Roseane afirma que "o Maranhão é progressista. Então, por isso estamos fazendo tudo isso. Eu vou deixar um Estado de primeiro mundo".


Em tom de candidata, a governadora maranhense afirmou que a imagem nacional negativa do Maranhão, de ser um estado pobre, foi criada pela oposição ao seu governo. Roseana contesta isso e diz que "o Maranhão está crescendo cada vez mais, e volto a dizer: está ficando um estado rico".

Porém, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e do PNUD (Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento), o Maranhão tem o segundo menor PIB (Produto Interno Bruto) per capita do país – atrás somente do Piauí-- e o segundo pior Índice de Desenvolvimento Humano – atrás de Alagoas.

De pai para filha

A incoerência entre o discurso e a prática política parece ser uma marca da família Sarney. Se Roseana acha que o Maranhão é um estado de primeiro mundo, o patriarca Sarney diz ser o autor de quase tudo que é feito no Amapá. Discurso que é contestado por seus adversários políticos e pela mídia em geral.

Em postagem recente no facebook, falando sobre a chegada da internet banda larga ao Amapá, o senador João Capiberibe questionou o suposto trabalho de Sarney em benefício da população amapaense nos seus 23 anos de mandato. Capiberibe afirmou que Sarney pouco fez pelo Estado que o elegeu.

"Sarney no Senado representa o Maranhão, e nunca teve, não tem e nem terá qualquer afeição ou consideração pelo povo do Amapá, principalmente depois de 2006, quando teve que dançar Marabaixo para, a duras penas e muito dinheiro, conquistar o terceiro mandato", disse.

João Capiberibe ainda lembrou que "ao deixar a Presidência da República, em março de 1990, [Sarney] nos deixou mergulhados na escuridão. Naquela época, em Macapá, chegamos a ter 16 horas de racionamento de energia por dia".

Sobre a demora na chegada da Internet de alta velocidade no Amapá, o senador socialista atribuiu isso aos interesses políticos de Sarney. Para Capiberibe, o senador pemedebista queria manter o Estado mergulhado no que chamou de "apagão digital".

"E tem mais, Sarney controla os meios de comunicação no Amapá: jornais, rádios, canais de televisão, etc. Por isso, não quer saber dessas modernidades de acesso livre a informação", disparou.

Outro que também questionou o trabalho do senador maranhense foi o dirigente nacional do PT, Marcus Sokol, que se encontrava em Macapá divulgando o movimento "Plebiscito Popular por uma Constituinte exclusiva soberana do sistema político". Em entrevista a uma rádio local, nesta quinta-feira, 13, Sokol disse, sem meias palavras, que Sarney tem realizado mandatos pífios e pouco tem feito em prol dos amapaenses.

Opinião isenta

Além dos políticos, a grande imprensa também tem se manifestado sobre a incoerência da família Sarney. Heródoto Barbeiro, âncora do Jornal da Record News, falando sobre a afirmação de ser o Maranhão um estado de primeiro mundo, foi lacônico: "sem comentários".

Sérgio Santos do MZ, com informações do UOL
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Contradição Contradição Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on domingo, março 16, 2014 Rating: 5

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