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Segurança Pública

Sarney, Waldez e Aldo Ferreira: o triunvirato que solapou a Segurança Pública do AP


Triunvirato: Waldez Góes, J.Sarney e Aldo Ferreira - foto reprodução
Devido a um suposto crescimento da violência em Macapá os opositores do governo do Estado – politicamente comandado pelo senador Sarney (PMDB/AP) – ladram como cão pedindo a cabeça do secretário de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), Marcus Roberto. Como é ano eleitoral, é natural que se estabeleça comparações entre os períodos das administrações na pasta da Segurança Pública tanto do governo de Camilo Capiberibe quanto de Waldez Góes.

A administração do ex-governador Waldez Góes (PTD/AP) – período de 2003 a 2010 - foi alvo de sete operações da Polícia Federal. A última “Mãos Limpas” não poupou nem mesmo o então governador e sua esposa, Marília Góes (PDT/AP), em 2010. Naquele ano, após a mega operação da PF, o assessor jurídico da Secretaria da Segurança Pública do Amapá, Luiz Mário Araújo de Lima – também preso na operação - envolveu o nome de José Sarney, assegurando que o senador haveria indicado um secretário de segurança pública; e segundo a PF, o tal secretário blindou Waldez Góes e sua mulher junto à Polícia Federal a partir de meados de 2007. No depoimento, mais de uma vez, cita o senador José Sarney em uma suposta fraude na contratação de um helicóptero para a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

O secretário indicado por Sarney - cita o depoente em 2010 - foi Aldo Ferreira, então delegado da Polícia Federal, um dos presos na “Operação Mãos Limpas”.

O depoimento de Luiz Araújo de Lima surpreende ao revelar que a indicação de Aldo Ferreira para a SEJUSP foi uma retribuição por ele ter impedido que Waldez Góes e Marília Góes fossem alvo da Operação Antídoto, deflagrada no ano de 2007.

A operação Antídoto desbaratou uma quadrilha atuante na Secretaria de Saúde (SESA) que envolvia o secretário da referida pasta, o médico Uilton Tavares (PDT/AP), acusado de realizar pagamentos ilegais pela venda irregular de medicamentos ao governo do Estado.

Em relação à SEJUSP, o assessor afirmou ainda que Aldo Ferreira teria assumido o cargo de Secretário de Justiça e Segurança Pública em decorrência de favores prestados enquanto ainda se mantinha à frente da superintendência da Polícia Federal em Macapá. Também disse que Waldez Góes e Marília Góes teriam sido observados recebendo dinheiro decorrente de fraude nas licitações e contratos investigados pela operação. E que a indicação de Aldo Ferreira havia sido costurada no escritório de Sarney, em Brasília, “com sua anuência”, declarou, Luiz Mário Araújo de Lima, em depoimento à PF.

Pelas operações da PF e analisando os governos fica fácil compreender como era tratada a Secretaria de Justiça e Segurança Pública no período de 2003 a 2010.

Desvios na Secretaria de Segurança Pública teriam alimentado mensalão de Waldez Góes – R$500mil todo mês.

Segundo depoimentos prestados à Polícia Federal por Luiz Araújo Lima, o ex-governador do Amapá Waldez Góes, candidato derrotado ao senado nas eleições de 2010, recebia propina de R$ 500 mil mensais para manter um contrato em torno de R$2 milhões para o fornecimento de alimentos aos presos do Iapen (Instituto de Administração Penitenciária do Estado). Hoje, o Governo do Amapá reduziu drasticamente o valor, destina-se em torno de R$700 mil pelo mesmo serviço.

Todas essas informações estão no inquérito que está no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e só foi possível torná-las pública devido à delação premiada do ex-assessor jurídico da Sec. da Segurança Pública que colaborou com as investigações da PF. Segundo as palavras do assessor, a fraude no Iapen era orquestrada por Waldez Góes, sua esposa, Marília Góes, pelo deputado federal Evandro Milhomen (PC do B/AP) e por Francisco Odilon Filho, empresário e dono da Mecon (que recentemente foi denunciado por corrupção pelo Ministério Público por fraude na SESA). Odilon era quem fornecia, em setembro de 2010, as marmitas para os presos do IAPEN.

Na época o senador Sarney negou que tivesse interferido na escolha do secretário de Segurança Pública do Amapá, Aldo Ferreira. No entanto, um dia antes da nomeação de Ferreira, o senador esteve em visita à Macapá. Onde, na ocasião reuniu em sua residência toda a cúpula do governo de Waldez Góes, inclusive, o delegado federal que se tornaria Secretário de Estado e que 3 anos depois seria preso na “Operação Mãos Limpas” com R$500mil engavetados em seu escritório no prédio da SEJUSP, na avenida FAB em Macapá.

O espaço do blog está aberto para todos os citados neste post.
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Segurança Pública Segurança Pública Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quinta-feira, fevereiro 13, 2014 Rating: 5

8 comentários

  1. Um blogueirozinho BABACA e sem credibilidade tentando defender um político corrupto, perseguidor, incompetente e filho de dois políticos condenados por corrupção. Pois é, se não tivesse recebendo seu jabá de cada dia, com certeza não estaria defendendo esses bandidos, mas como todo 'pseudo blogueiro e jornalista', tudo é um leilão, é sempre no quem dá mais.

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    1. Certa vez - não lembro de memória - alguém disse: "QUEM DEFENDE POLÍTICO QUE FOI PRESO PELA PF, OU É ALIADO DE BANDIDO.OU É BANDIDO".

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  2. Concordo Nezimar Borges ou é aliado de bandido ou é bandido mesmo

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    1. Só(risos...). É para quem servir milimetricamente a carapuça, Lincolm. Valeu.

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  3. É INCRÍVEL, como ainda tem gente q acredita nesses q jogaram nosso estado no abismo
    , e sem nenhuma moral tentam denegrir o bom trabalho do atual governo.

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    1. São indivíduos que participaram do governo da harmonia e desejam retornar. Elementos sem nenhum compromisso com a população.

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  4. Só tem saudade do governo passado, quem mamava nas tetas do estado, as consequências quem tem que arcar é o governo atual e o povo que teve dois mandatos de atraso.

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  5. Todos Sabem quem ficou rico da noite pro dia em Macapá, nunca fizeram questão de esconder que o dinheiro era de esquema, isso virou dito popular na Época de waldez, o mais popular era do chapeiro que virou milionário. Foi tao evidente, e hoje é essa hipocrisia da turma que foi presa no escandalo da op. Maos limpas.

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