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Crime organizado

MP BRIGA CONTRA CRIME ORGANIZADO, DIZ PROMOTOR

247: “Nós estamos num embate contra o crime organizado no Amapá, disso você pode ter certeza. E isso exige uma dedicação, exige um trabalho de inteligência muito grande, mas tem que enfrentar essas situações”; A declaração é do promotor de Justiça Afonso Guimarães, do Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), e foi feita durante entrevista na tarde desta segunda-feira 3, a uma emissora de rádio
4 DE FEVEREIRO DE 2014 ÀS 14:35

Paulo Silva do Amapá 247 - Afonso Guimarães fez a declaração ao tomar conhecimento de que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), através do presidente da Comissão de Preservação da Autonomia do Ministério Público, Marcelo Ferra de Carvalho, cuidou do procedimento acerca das ameaças de morte que ele sofreu em dezembro do ano passado.

O procedimento mostra que houve a adoção de providências para garantir a segurança de Afonso Guimarães e de outros promotores de Justiça no Estado, tanto por parte do Ministério Público estadual quanto por parte do Conselho Nacional. O promotor de Justiça Afonso Guimarães confirmou ao Brasil 247 Amapá que vem recebendo todo o apoio do órgão no desenvolvimento do trabalho e das investigações.

Praticamente inerte entre 2003 e 2010, quando sete operações da Polícia Federal varreram o Executivo, o Legislativo e o Tribunal de Contas no Estado do Amapá, o Ministério Público, já sob o comando da procuradora Geral de Justiça Ivana Cei, tomou novo rumo a partir de 2011.

E começou pela Assembleia Legislativa do Amapá, que já havia sido alvo de duas operações da Polícia Federal, com a deflagração da Operação Eclésia. Está operação já rendeu mais 20 ações (penais e de improbidade administrativa) na Justiça contra deputados e servidores da Assembleia, acusando um desvio de quase R$ 30 milhões.

A maioria das ações envolve os deputados Moisés Souza (presidente) e Edinho Duarte (primeiro secretário), que chegaram a passar quase dois anos fora dos cargos (não dos mandatos). Na semana passada foi ajuizada denúncia contra 21 dos 24 deputados eleitos e reeleitos em 2010, acusados de abrigar funcionários fantasmas em seus gabinetes.

Em outubro do ano passado, em outra ação do Ministério Público, foi preso o empresário Luciano Marba, dono da empresa LMS e ligado ao deputado Moisés Souza. Marba a suspeito de envolvimento em assassinato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e de fraudar resultados de jogos do campeonato amapaense de futebol profissional no Amapá. Depois de sair da cadeia, Luciano Marba procurou o delegado da Polícia Federal Marcos Reategui (irmão de Moisés), que foi preso dias depois e agora está afastado da PF.

A partir da então, o promotor Afonso Guimarães revelou que passou a sofrer ameaças de morte por telefone. A pessoa dizia que ele seria morto com tiros na cabeça. O caso foi comunicado aos seus superiores no Estado e ao Conselho Nacional do Ministério Público. Segundo o promotor, as ameaças pararam depois que foram tornadas públicas.

“As ameaças não me fazem retroceder. Pelo contrário, eu trabalho com mais seriedade e afinco, porque é uma briga com o crime organizado; nós estamos num embate contra o crime organizado aqui no Amapá, e isso exige uma dedicação maior, um trabalho de inteligência muito, mas a gente tem que enfrentar essas situações”, ressaltou Guimarães, afirmando que faz apenas seu trabalho.
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Crime organizado Crime organizado Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, fevereiro 05, 2014 Rating: 5

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