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Famiglia perniciosa

De quem é a culpa?

POR OPINIAOAMAPA
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O ano de 2014 começou com números nada animadores no quesito segurança pública pelas bandas da Amazônia setentrional: 14 mortes registradas nos dez primeiros dias de janeiro.

Porém, violência demasiada não é ‘privilégio’ apenas do Amapá, no estado do Maranhão, nos últimos 17 dias, foram registrados 18 assassinatos, o detalhe é que estes registros são apenas de Pedrinhas, o maior complexo penitenciário do estado Maranhense.

As comparações não param por aí. No campo politico estamos a meio século vendo os nordestinos padecerem sob uma forte oligarquia da família Sarney, há décadas comandando os rumos do povo daquele lugar. Essa politica do coronelismo levou o estado a alcançar os piores indicadores sociais do país: a segunda maior taxa de mortalidade infantil (39,2 por mil nascidos vivos) e o maior percentual de domicílios urbanos (43%) com renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 232,50), a segunda menor expectativa de vida entre os brasileiros: 67,6 anos, o Estado tem também o segundo pior PIB per capita do Brasil, segundo o IBGE – atrás do Piauí.

Hoje o estado do nordeste é governado por Roseana Sarney, filha do ex-governador (1965) e ex-presidente do Brasil (1985) José Sarney, hoje no PMDB. Ex-presidente que em 1990 mudou seu domicilio eleitoral para o então recém-criado estado do Amapá. Onde há quase 24 anos ocupa uma das três vagas de senador. O modo clã Sarney de governar atravessou um pedaço da Amazônia e veio se instalar na margem esquerda do rio amazonas, a fim de exportar a oligarquia que destruiu e destrói o Maranhão em pouco mais de cinco décadas. E conseguiu.

No inicio da década passada, ajudou a eleger o ex-governador Waldez Góes, que a exemplo do que faz a família Sarney no MA, destruiu o jovem estado tucuju, e no final do mandato saiu do governo preso pela policia federal na então operação mãos limpas.

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Não fosse o bastante, o povo do setentrião amarga sustentar José Sarney politicamente durante mais de 20 anos, sem grandes benefícios ao povo daqui. Com um mandato pífio e completamente despreocupado com os anseios dos amapaenses, sua maior preocupação foi distribuir concessões de radio e televisão aos seus afilhados políticos como o ex-senador Gilvan Borges.


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Essa letargia pode ser constatada ao analisarmos as atuações politicas dele com o jovem senador Randolfe Rodrigues (PSOL), dois dos nossos três senadores em Brasilia. Vejamos:

Em mais de 20 anos de mandato, e na maioria do tempo como presidente do senado, Sarney criou 13 projetos de lei, Randolfe em 3 anos de mandato 16. Sarney fez 6 propostas de emenda a constituição, Randolfe 10; requerimentos no plenário, Sarney 29, Randolfe 119; requerimentos nas comissões, Sarney 3, Randolfe 89. Em pronunciamentos na casa Randolfe ganha de goleada se compararmos de 2011 até 2013, foram 378 pronunciamentos contra 140 de Sarney. Nas emendas propostas e empenhadas Randolfe chega a 51% contra 49% de Sarney. Completando os números demonstrativos, vale ressaltar que o senador do PSOL foi decisivo nas melhorias e retomada das obras do Aeroporto Internacional de Macapá e fundamental na briga para continuarmos com a área de livre comercio – ALCMS, bandeiras de luta que o então todo poderoso ex-presidente sempre bradou serem suas.

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Esses dados são a prova cabal de que o Amapá e o Maranhão não precisam desta família no poder, são a prova de que os dois estados precisam sim dar fim a continuidade desta politica suja e despreocupada com as necessidades das pessoas mais carentes de politicas publicas responsáveis e serias.

Os Sarneys são tão responsáveis pelas atrocidades de dentro do presídio de Pedrinhas, quanto das mortes de 2014 no Amapá. Essas atrocidades são consequências da falta de políticas públicas para a população mais carente, principalmente na área da educação, hoje o estado nordestino é o estado com maior numero de analfabetos do País, e também na segurança pública, onde notamos um sistema carcerário arcaico e superlotado, que não reintegra ou educa, mas marginaliza ainda mais os detentos.

Acabar com os mandatos da família Sarney em 2014 é um passo gigantesco para que possamos ter perspectivas de melhora no quadro do sistema prisional no maranhão e no da segurança pública no Amapá.
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Famiglia perniciosa Famiglia perniciosa Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on domingo, janeiro 12, 2014 Rating: 5

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