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CRÔNICA

O BUSTO DA GRATIDÃO

Do blog do João Silva

Soubesse o número do Camilo, ia oferecer um conselho ao jovem governador: volta lá no município de Amapá, agradece mais uma vez a homenagem que os comerciantes locais te prestaram de coração, pega o busto da gratidão e leva pra  casa.

Eu entendo, foi um gesto de coração vindo de gente marcada por 40 anos de espera por uma obra de pouco mais de 15 km, partindo da BR-156 pra dentro da cidade, e que só o descaso poderia protelá-la por tanto tempo. Durante todo esse anos, chegar em casa, para os seus habitantes e eventuais visitantes, era um tormento, imagina pra quem produzia alguma coisa e precisasse escoar o fruto do trabalho e do sustento da família: no verão a poeira, no inverno o lamaçal de frustração…”A agora não”, me disse um filho da terra, “a gente pode chegar e sair de casa limpo”. Pois é, quando o povo viu aquele caminho da esperança todo pavimentado com asfalto de boa qualidade, foi fundo na sua gratidão a quem prometeu e cumpriu; nada de mais, menos para a oposição que por pouco não teve um ataque de nervo.

Então, garoto, recolhe o busto que o povo te deu de coração e guarda em um lugar bem guardado, com carinho, se é que foi dado mesmo de coração, e eu acredito que foi, porque nos últimos anos nenhum outro governador trabalhou tanto pelo interior, e pelo Amapá, tenho plena convicção, tendo em vista a situação adversa dos dois primeiros anos de sua administração.

Quando falo em guardar bem guardado, quero dizer que não deves sequer mandar colocar o busto em algum lugar da residência oficial onde mora por causa do status de Governador do Estado. Leva pra tua casa no dia em que deixar o governo, e mostra aos filhos a prova daquilo que é capaz a gratidão de um povo esquecido por tantos anos.

O busto de um governante vivo em lugar público diante de uma obra construida por dever de ofício é proibido por lei federal, não faz justiça ao perfil de um político jovem, socialista, que vem de uma família que tem história de luta contra a ditadura e o culto à personalidade, prática que infelizmente ainda prospera em alguns territórios dominados por oligarquias cinquentenárias, como a oligarquia Sarney no Maranhão.

Em São Luis tem a Vila Governador Edison Lobão, maternidade Marly Sarney,   Fórum Ribamar Sarney e por aí afora,  como dizia esperto velhinho que roubava mas fazia. O resto é barulho feito por pessoas ‘plantadas’ na mídia para fazer isso mesmo: desviar a atenção, minimizar e desqualificar os feitos de que não foram capazes, obras que não conseguiram tirar do papel e das promessas vãs para operar as transformações que o Amapá precisava, como está sendo feito agora.

Prepara então periferia porque logo, logo, tenho certeza, o governador Camilo vai entregar as reformas do Estádio Zerão e depois do Zerão, a 1º etapa do Macaphaba, o maior conjunto habitacional do Amapá…Que inventarão dessa vez na mídia e nas redes sociais bocas e penas de aluguéis alardeando o caos inexistente?
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CRÔNICA CRÔNICA Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on segunda-feira, janeiro 27, 2014 Rating: 5

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