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Dinheiro público estaria alimentando ode de Carlos Lobato contra GEA

Assembleia Legislativa paga R$ 25 mil por mês para radialista Carlos Lobato atacar o governo

Cheque comprova que o legislativo paga até R$ 25 mil para radialista opositor, agredir secretários e o governador

Por Heverson Castro

Carlos Lobato denunciado pelo MP/AP
O radialista e advogado Carlos Lobato não tem do que reclamar quando o assunto é receber dinheiro público para atacar com ofensas e calúnias os adversários políticos de quem o patrocina. Somente a Assembleia Legislativa do Estado Amapá (Aleap), paga mensamente R$ 25 mil ao radialista para diariamente cumprir a missão de atacar integrantes do governo do Estado. O radialista tem como mira principal o governador Camilo Capiberibe (PSB) e secretários de pastas importantes como a Saúde, cuja titular Olinda Consuelo tem sido alvo preferencial de Lobato que chegou ao despautério de criticar a cor dos cabelos da secretária.

O pagamento é realizado em nome da empresa Mega Construções e Comércio Ltda , conforme fatura de pedido de inserção do mês de agosto emitida pela empresa de publicidade M2, responsável pelos contratos publicitários da Assembleia Legislativa.

A Mega Construções é a mesma empresa denunciada em outubro pelo Ministério Público do Estado (MP/AP) por ter recebido R$ 107,5 mil do legislativo durante a gestão do deputado e presidente afastado da Assembleia, Moisés Souza (PSC). Em razão deste contrato o MP/AP ingressou com Ação de Improbidade Administrativa (ACP) em desfavor do radialista Carlos Lobato e dos deputados estaduais Moisés Reátegui de Souza e Jorge Evaldo Edinho Duarte Pinheiro, além da empresa Mega Construções e Comércio Ltda.

Segundo a ação, a Assembleia Legislativa do Estado do Amapá – Aleap firmou contrato de publicidade com a empresa M2 Comunicação Ltda., tendo o referido contrato sido prorrogado, em 29 de março de 2011 e em 09 de janeiro de 2012, por ato do ex-presidente da Aleap, Moisés Souza. O Inquérito Civil Público nº 058/2012-PRODEMAP, instaurado para apurar possíveis atos de improbidade, revelou que, no período de 06 de abril de 2011 a 23 de abril de 2012, a M2 Comunicação recebeu, somente da ALEAP, o montante de R$ 4.3 milhões.

Conforme relatório financeiro apresentado pela empresa M2 Comunicação, no período de junho de 2011 a junho de 2012, Carlos Lobato, por intermédio da empresa Mega Construções e Comércio Ltda., pertencente à Maria do Socorro Lima Sena, sua irmã, recebeu R$ 180,3 mil para, em contrapartida, veicular no programa radiofônico "Tribuna da Cidade" inserções contendo matérias de publicidade institucional da Aleap.

O relatório indica, ainda, que foram pagas 2.244 inserções, de 60 e 120 segundos cada, e desse total, 1.210 deixaram de ser veiculadas, já incluídas 63 inserções que foram compensadas, ou seja, exibidas em outros dias. “Conclui-se, portanto, que, no período citado (junho de 2011 a junho de 2012), Carlos Lobato deu prejuízo de R$ 107.520,00 aos cofres públicos, na medida em que foi pago dinheiro público sem a contraprestação do serviço, valor que, corrigido até o mês de setembro de 2013, chega a R$ 118.198,28”, informou o promotor de Justiça Afonso Guimarães.

“O radialista Carlos Lobato, em razão dos fatos, aferiu vantagem indevida, uma vez que possuía pleno conhecimento da ilicitude e a praticava livre e conscientemente, haja vista que era o único a dispor de controle administrativo, jornalístico e editorial sobre o programa Tribuna da Cidade. Já os deputados Moisés Souza e Edinho Duarte, à época presidente da casa de leis e primeiro secretário, respectivamente, deixaram de fiscalizar a execução dos serviços e permitiram o pagamento de serviços não realizados. A empresa Mega Construções e Serviços Ltda., pelo menos no aspecto formal, está ligada ao ilícito”, ressaltou Afonso Guimarães.

Na Ação, ajuizada na Vara Cível e de Fazenda Pública da Comarca de Macapá, o Ministério Público do Amapá pede a condenação dos acusados pela prática dos atos de improbidade administrativa, dando à causa o valor de R$ 118.1 mil.

Carlos Lobato frequentemente tem o nome envolvido em operações da Policia Federal realizadas no Amapá. Em 2004 foi preso durante a operação Pororoca, em 2010 a PF realizou busca a apreensão na residência do radialista durante a operação "Mãos Limpas" e voltou a fazer novamente durante a realização da operação "Flor de Lis", realizada em novembro deste ano.
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Dinheiro público estaria alimentando ode de Carlos Lobato contra GEA Dinheiro público estaria alimentando ode de Carlos Lobato contra GEA Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quinta-feira, dezembro 26, 2013 Rating: 5

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