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Operação Flor-de-Lis

Operação Flor-de-Lis: Waldez é chamado à PF para prestar explicações

A direção da Polícia Federal no Amapá se manifestou nesta quinta-feira, 28, através de nota, sobre a operação Flor-de-Lis, deflagrada na quarta-feira em Macapá; na operação foi preso o delegado de polícia federal Marcos José Reátegui de Souza, acusado de vazar informações de investigações policiais envolvendo autoridades, políticos e empresários do Estado
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(Macapá -247/AP)A direção da Polícia Federal no Amapá se manifestou nesta quinta-feira, 28, através de nota, sobre a operação Flor-de-Lis, deflagrada na quarta-feira em Macapá. Na operação foi preso o delegado de polícia federal Marcos José Reátegui de Souza, acusado de vazar informações de investigações policiais envolvendo autoridades, políticos e empresários do Estado. Ele foi encaminhado para a Superintendência da PF em Brasília, onde cumprirá prisão preventiva determinada pelo juiz federal Togo Paulo Ricci.

Além da prisão preventiva de Marcos Reátegui, a operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão, um deles na casa do próprio delegado preso. No mesmo dia, ainda foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência de outro servidor da Polícia Federal, visando apurar crimes possivelmente conexos com o objeto das investigações.

Marcos Reátegui é acusado de acessar inquéritos da PF e de repassar as informações para as pessoas investigadas. O advogado Maurício Pereira disse que as informações foram acessadas com o perfil de senha em poder de Marcos, visto que elas não se encontravam protegidas com sigilo pela polícia. "São informações bem genéricas que dizem respeito a algumas figuras públicas do Estado do Amapá", minimizou Pereira. O advogado tenta politizar a situação, dizendo que Reátegui é investigado por ser irmão do deputado Moisés Souza, também alvo de operações policiais.

Reátegui foi procurador-geral do Estado na gestão do então governador Waldez Góes (PDT). Preso em 2010 na operação Mãos Limpas, Waldez é investigado pela Polícia Federal e, na quarta-feira, foi chamado até a sede da Superintendência da PF para dar explicações. Ele teria sido um dos beneficiados pelas informações de Marcos.

O delegado Marcos Reátegui também é investigado pelo Ministério Público do Estado, junto com o irmão Moisés Souza, por supostas ligações com o empresário Luciano Marba Silva, dono da empresa de vigilância LMS. Marba foi preso dia 23 de outubro como investigado e suspeito de envolvimento em diversos crimes, incluindo o assassinato de Fernando Queiroz, seu ex-sócio na LMS.

Logo após sair da cadeia, Luciano Marba procurou a sede da Polícia Federal para "prestar um depoimento" e foi atendido, durante a madrugada, por Marcos Reátegui, que, coincidentemente, estava de plantão. Existe a suspeita, que está sendo investigada, de que os irmãos Reátegui (Marcos e Moisés) seriam sócios "ocultos" de Luciano Marba na LMS, o que é negado pelo advogado Maurício Pereira. Maurício diz que as declarações de Marba são "graves" e "bombásticas" e teriam sido encaminhadas ao Procurador-Geral da República, com comunicado ao corregedor-geral da Polícia Federal no Amapá.
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Operação Flor-de-Lis Operação Flor-de-Lis Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on sexta-feira, novembro 29, 2013 Rating: 5

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