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Sarney e Waldez Góes apoiaram negócios escusos de ex-megabilionário

Waldez Góes, Sarney e Eike Batista: o triunvirato da ilegalidade no Amapá?


Lançamento da pedra fundamental do Sistema Integrado MMX em Santana (2006); Sarney se deixa fotografar ao lado de Eike Batista
Sarney (de jaqueta) e Eike Batista (de boné) em evento da MMX no Amapá. Eike é ladeado por Silas Rondeau e Waldez Góes
À beira da falência e prestes a dar o maior calote da história da América Latina, o ex megabilionário, Eike Batista, não pode reclamar da falta de ajuda dos representantes do povo do Amapá na “era da harmonia”.

Início de 2006, Sarney articula a concessão da Estrada de Ferro (Santana – Serra do Navio) pelo maculado governo de Waldez Góes. A concessão desencadeou uma operação da Polícia Federal denominada de “Toque de Midas”, em alusão à mitologia antiga do desejo descomunal de um homem em obter ouro a qualquer preço; que tudo que ele toca torna-se ouro – seria cômico se o final não tivesse sido triste e trágico.

A operação “Toque de Midas” fez diversas buscas e apreensões tanto no Rio de Janeiro quanto em Macapá. Segundo a PF, na época, o suposto esquema havia indícios de direcionamento da licitação da estrada de Ferro para que a concorrência fosse vencida pelas empresas de Eike Batista. O esquema envolvia o ajuste prévio de cláusulas favoráveis ao referido grupo econômico afastando, dessa forma, qualquer concorrente interessado na Estrada – via pela qual se transporta o minério de ferro para o Porto de Santana. Além do ferro, suspeita-se de que o bilionário pode ter levado do Amapá grande monta em ouro sem pagar um centavo por isso, visto que além da exploração do ferro, também haveria enriquecido às custas do ouro amapaense, o que teria contribuído mais ainda para o enriquecimento ilícito. Aliás, uma das acusações da PF contra o empresário, na época, refere-se à extração de ouro das minas do interior do estado sem pagar tributos à Receita Federal.

Em 2006, a coligação que trazia o então governador Waldez Góes como candidato à reeleição e Sarney candidato ao senado – quiçá por causa do presente da Estrada de Ferro - obteve como ajuda de Eike Batista, uma doação de R$ 200 mil para a campanha eleitoral, valor que corrigido pelo IGP (FGV) chega hoje em torno de R$ 400 mil.

Para selar a relação promíscua entre Sarney, Waldez e Eike, em 2007, a “harmonia” concedeu o título de cidadão amapaense a este último, fato que se tornou piada em rede nacional.

O blog está aberto à manifestação de todos os citados neste post.
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Sarney e Waldez Góes apoiaram negócios escusos de ex-megabilionário Sarney e Waldez Góes apoiaram negócios escusos de ex-megabilionário Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quinta-feira, outubro 31, 2013 Rating: 5

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