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Do Editorial do MZ Portal

Mãos Limpas: Portal G1-AP vitimiza Waldez seguindo a mesma estratégia midiática já adotada pelo PDT

O portal G1 Amapá, ligado à Rede Amazônica de Rádio e Televisão, em matéria publicada nesta terça-feira (10), data que completa três anos da Operação Mãos Limpas, seguiu a mesma linha adotada nas eleições de 2012 pelo marqueteiro do então prefeito Roberto Góes (PDT) de vitimização dos acusados. Contra todos os indícios e provas levantados pela PF, o portal global publica matéria francamente positiva ao ex-governador Waldez Góes (PDT), que foi apontado pela Federal como o chefe da organização criminosa que lesou o Estado em mais de 1 bilhão de reais.

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Para o G1, Waldez e Marília Góes estão sendo vítimas de "perseguição, massacrados e humilhados". A matéria do portal inverte as posições e esconde que quem foi realmente humilhado e roubado foi a população amapaense. Mesmos sem terem sido ainda julgados – e os movimentos sociais estão cobrando celeridade da Justiça –, são fartas as provas dos ilícitos cometidos pelos acusados que constam do processo aberto pela PF.

O repórter Abinoan Santigo, que assina a matéria, parece dar mais importância para o 'massacre' dos acusados do que o massacre dos 26 inocentes mortos na maternidade em consequência do caos da saúde pública que imperava na época do governo das "vítimas" que defende. Além dos bebês, também foram massacrados os estudantes que não tinham merenda nas escolas.

O que causa estranheza é que o G1 Amapá, que diz adotar uma linha jornalística imparcial, se render a um tipo de reportagem que, além de não apurar a fundo as denúncias, ainda advoga a causa dos acusados por crimes que afetaram toda a sociedade. Uma atitude que se afasta totalmente do papel social da imprensa.

Compare a manchete do G1: "Fui massacrado e humilhado", diz ex-governador preso no Amapá. E veja a linha da propaganda eleitoral das eleições 2012, do ex-prefeito, Roberto Góes (PDT), também preso na operação Mãos Limpas.

"Eu já sabia que nesta campanha, quanto mais eu subisse nas pesquisas, maior seria o risco da exploração das imagens da tragédia pessoal a que fui submetido. Fui preso sim, fato de conhecimento nacional, é doloroso para mim, para todos que são próximos falar deste assunto, já se vão quase 2 anos, nunca se quer fui indiciado, muito menos julgado, sem ódio e sem medo, eu quero ser julgado pelo que eu fiz e não pelo que fizeram comigo". (Roberto Góes)
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Do Editorial do MZ Portal Do Editorial do MZ Portal Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, setembro 11, 2013 Rating: 5

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