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Privilégios questionados

Senadores “independentes” contestam “agenda positiva” de Renan Calheiros

Diário do Amapá
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O grupo de 13 senadores "independentes" deflagrou nessa terça-feira, 13, uma ofensiva contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e contra práticas adotadas pela instituição nos últimos meses.

Os congressistas afirmam que a "agenda positiva" adotada por Renan em resposta à onda de protestos populares é uma "farsa" e acusam o peemedebista e seus aliados de adotarem condutas "não republicanas" no Senado.

Os "independentes" decidiram reagir depois que o plenário do Senado rejeitou, em duas votações secretas, indicações de procuradores para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional do Ministério Público. A rejeição foi orquestrada por senadores do PMDB, PT e PTB em retaliação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que denunciou diversos membros da Casa.

"Essa rejeição é vingança, não representa o pensamento do Senado, são 13 senadores que acham isso indigno. O que podemos fazer é a advertência e a repulsa. Quem ia fazer a vendita abertamente? Quem faz secretamente é máfia", atacou o senador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE).
O grupo também denuncia "ameaças" contra os senadores Randolfe Rodrigues (Psol-AP) e João Capiberibe (PSB-AP). Os dois dizem ter sido procurados por senadores aliados de Renan, nos últimos dias, que teriam ameaçado acelerar o processo a que respondem no Conselho de Ética da Casa em resposta à postura ofensiva que adotam no Senado.

"Estamos nos sentindo ameaçados. Chega de bastidor, de conchavo. Vamos falar as coisas abertamente aqui. O Conselho de Ética não arquivou procedimentos similares, que são sumariamente arquivados", disse Randolfe.

Ontem, o senador Randolfe fez uso da tribuna para declarar perseguição que estaria sofrendo dentro e fora do Congresso Nacional. Ele disse, entre outros pontos, que desde o início deste ano um grupo político tem trabalhado um falso dossiê para incriminá-lo junto com o senador Capiberibe.

Os senadores tomaram todas as providências para que o caso fosse então esclarecido, bem como apontam os responsáveis pela “denúncia caluniosa” e pediram punição. O dossiê foi levado à Comissão de Ética do Senado, que nem arquiva e nem aceita a denúncia, contrariando o regimento interno da Casa, permitindo que este documento seja usado como objeto de coação.

O caso foi arquivado pela Procuradoria Geral da República, que recomendou ao Ministério Público do Estado que denunciasse o Sr. Fran Júnior por falsidade documental, autor da denúncia. Fran Soares

Capiberibe e Randolfe respondem a processo no Conselho de Ética relacionado a acusações, arquivadas pela Procuradoria Geral da República, de que Capiberibe teria pago um "mensalão" de R$ 20 mil para deputados esta-duais em troca de apoio político na época em que foi governador do Amapá, em 1999 e 2000. Randolfe seria um dos beneficiados com o "mensalão" do Amapá.
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Privilégios questionados Privilégios questionados Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on quarta-feira, agosto 14, 2013 Rating: 5

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