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Homenagem póstuma a Corrêa Neto.

Homenagem póstuma ao Jornalista Antônio Corrêa Neto.


É raro escrever sobre póstumas por ser difícil encontrar bons exemplos de vida, talvez por isso justifique ausências de escritos dessa fase após a vida. Aqui não se trata de saudosismo efêmero, mas de um dever de fazer ecoar através dos tempos, o exemplo de vida a ser seguido.

Hoje, o que me motiva a escrever é a gratidão e admiração que sempre dispensei pelo bom e velho jornalismo que o Antônio Corrêa Neto praticava. Há de se referenciar os mortos com este raro perfil de vida, com plena harmonia de respeito ao próximo. Pois é desta forma, reverenciando os mortos com bons exemplos que podemos traçar linha virtuosa.

Nesta manhã chuvosa de 21 de abril, a saudade emprenha-se com a partida de um imenso vulto que escreveu seu nome na história no jornalismo amapaense.
Antônio Corrêa Neto, ou simplesmente, Corrêa Neto, era especialmente uma figura de marcante expressão estadual, tanto na política quanto no jornalismo amapaense, e, acima de tudo, um homem que se identificava com os anseios do povo.

Recebi com imensa tristeza o infortúnio do Mestre, mesmo distante transmito aos amigos e a toda família o meu pesar, o lamento de alguém que gostaria de transmitir neste escritos a perfeição de um ser humano. Somos passivos de erros e acertos. Mas o que nos redime é que as benfeitorias plantadas sobrepunham às coisas erradas. E Corrêa Neto é um bom exemplo de que as virtudes podem superar as vicissitudes.

Mestre de um jornalismo que teve como marca a originalidade, suas ações foram pautadas pela defesa mais do que intransigente da ética no jornalismo. Nestas terras tucujus ricas em opiniões e acalorados debates políticos, Corrêa neto dava voz a todos os lados de uma mesma notícia. Muito distante dos tradicionais meios de comunicação.

O Mestre sempre procurou guiar-se pela mão do interesse público, independente da comunhão de pensamento com os governos que foram se sucedendo. Corrêa era adepto da mesma seriedade descrita por Orwell no qual dizia que o Jornalismo comprometido com a mudança é sempre aquele que publica aquilo que alguém não quer que se publique. E que todo o resto é pura publicidade. Talvez isso explique as inevitáveis divergências envolvendo Corrêa Neto.

Corrêa Neto, “O inquieto”; o que nos surpreende é mesmo nos derradeiros instantes do segundo tempo da partida da vida, estava ele sempre à esquerda do espectro político, fazendo o que mais gostava: jornalismo sério e ético em defesa da sociedade. Um socialista nato.

Certamente, para Correa Neto, como diria o grande poeta Rilke, a Rodin, a gloria não era se não a soma de todos os equívocos da vida que se formam em torno de um nome novo. Mais. Para “O inquieto” a gloria não contava se não no sorrir das crianças, no servir aos humildes, no prestar serviços a sua terra, ou seja, a nossa querida Macapá.

O jornalismo e a política, portanto, ficaram pobres com a ausência do Jornalista Corrêa Neto.
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Homenagem póstuma a Corrêa Neto. Homenagem póstuma a Corrêa Neto. Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on domingo, abril 21, 2013 Rating: 5

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