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Em defesa de Cuba mais uma vez!

Republico aqui o artigo de abril de 2010, especialmente agora que mais uma vez [e não vai ser a última] que o Império Norte Americano ataca a Ilha com enviados ao Brasil.
Por Nezimar Borges (*)
No último mês, defensores do chamado capitalismo moderno, caíram “de pau” em cima da ilha comunista de Fidel Castro. Aqui irá se fazer um contraponto divergente dos diversos “paladinos” da sociedade burguesa, os quais sempre lançam mão de subjetivos para justificar e defender seus interesses, entre tais como a “moral”, a “ética”; a “democracia” e o que é doce em suas bocas: a “liberdade de expressão”. Entre eles estão os defensores do capitalismo selvagem - os “pit buls” da classe conservadora brasileira. Mas será que estão corretos os asseclas da sociedade de consumo? A sociedade Cubana está na contra mão da chamada globalização de mercado que alija milhões às margens de uma sociedade desigual? Nesse aspecto, o gene egoísta deve prevalecer sobre os interesses coletivos?
O histórico das sociedades comunistas perpassa por Marx. Ele acreditava que o futuro comunista dependia do desprendimento de rupturas com elites em um país exacerbadamente industrializado, rico. Acredita-se que a desgraça do comunismo [real] foi ter iniciado em um país pobre e totalmente agrário. Além do mais é bom mencionar outro fato marcante para fazer um paralelo entre rupturas de dois primos, o pobre e o rico em suas diferentes épocas nas suas sociedades internas para vê o grau de sucesso alcançado em ambos: A revolução Russa e a Revolução Francesa. Mas por que discorrer sobre isto agora? Ora, para vê os ataques a Cuba engendrados por aqueles doutro lado [dos ricos], que não se contentam com o sucesso da totalidade das massas Cubanas em diversos aspectos com níveis sociais elevados. Em muitos casos, até mais que em países que são potências mundiais.
Entretanto, nos dois casos são notadas as discrepâncias diferenciadas, de fácil compreensão que se torna uma quimera um rico persuadir um pobre. Aconteceu com a Rússia no início do século passado. Aliás, para não cair diante da persuasão dos capitais dos grandes da Europa, se fechou. Pois somente desta maneira via a possibilidade de auto-sustentar o regime. Por isso, ações ditatoriais eram necessárias, pois passava por uma questão de sobrevivência diante dos países ricos europeus, que viam ali um foco desestabilizador e uma ameaça ao sistema burguês capitalista internacional.
A Revolução Francesa em outra época foi diferente, pois torna-se difícil um rico persuadir outro também rico. A luta de braço é igual e dificilmente se vê um vencedor . Aconteceu nesta Revolução. Contudo, o sucesso desta é visível nos dias atuais porque em todo caso a velha República romana, através dos franceses; prosperou nos diversos cantos do mundo. Mas se Cuba é costumeiramente definido como um país pobre, e em certos aspectos é, por que ainda não caiu diante dos grandes, ou do maior deles, os Estados Unidos? Ações de todo o tipo, incluindo a terrorista, foi posta para derrubar o comunismo na ilha. Mas acredita-se que não caiu - espera-se que nunca venha a tombar - por um fato que passa pela geografia do país, justamente por ser ela uma ilha onde suas fronteiras são em sua totalidade circunscrita por mares. O que torna difícil a persuasão do capital através de suas fronteiras aquáticas. Porém...
Porém se o contrário acontecesse, certamente, estaria em voga naquela ilha o mesmo capitalismo totalitário, do mercado sugador de ações sociais. Aí sim os paladinos da “liberdade de expressão” estariam calados se algum fato ocorresse em detrimento da pessoa humana, como acontece em outros países e nada se fala sobre.
Os mesmos que atacam a ilha comunista será que teriam a mesma postura se a mesma fosse hoje capitalista, e se algum cidadão cubano morresse de fome em decorrência de tais políticas obscurantista do mercado? Ou, é moral cerca de 70 milhões de brasileiros que aleatoriamente passam fome e nada se fala? É ético nesse país o devaneio político de corrupção de Jose Sarney e nada acontecer a ele? É democrático as leis nesse país serem pesadas apenas para aqueles desprovidos de bens materiais e capitais? Trata-se de liberdade de expressão o grande partido da mídia golpista inculcar nos desinformados sua ideologia rasteira em detrimento dos movimentos sociais democráticos?
Tenta se humanizar o capitalismo com políticas baratas através de bolsas de todo tipo, mas está na sua natureza desumanizar os cidadãos que se atrevem a questionar seus interesses. Atacam a falta de liberdade democrática e a falta de sua “liberdade de expressão” como se fosse objeto ímpar, que através dessa liberdade se teria todo dia um prato de comida para todo cidadão cubano. Isto, merece parágrafo a parte.
Quantas pessoas passam fome em cuba, ainda que apesar do monstruoso bloqueio econômico? Nenhuma. E quantas passam fome no Brasil, por exemplo? Quantas crianças moram na rua em cuba? Nenhuma. E quantas crianças moram nas ruas no Brasil? Quantas crianças ficam sem educação ou sem escola em Cuba? Nenhuma. E quantas no Brasil? Quantos cubanos ficam sem saúde [de primeiro mundo, diga-se]? Nenhuma. E no Brasil? Quantos cubanos sem teto ou sem terra há em cuba? Nenhum. E no Brasil? Quantos assaltos, a mão armada ou outro tipo de violência, há em Cuba todo ano? Nenhum. E no Brasil?
Vejam, esses questionamentos passam despercebidos por aquele desinformado, mas por quem busca o conhecimento vê todas as respostas serem óbvias. Em tempo, por lembrança deste escriba, a frase resposta de Fidel a um questionamento de João Paulo II, o papa, quando da visita a Cuba no final da década de 80, sobre a abertura religiosa na ilha defendida pelo pontífice: “Sr. Papa, hoje, esta noite, dormirão mais de 200 milhões de crianças com fome nas ruas de todo o mundo, e vos digo com 100% de certeza que nenhuma é Cubana”.
O ataque que sofreu Cuba no final do último mês faz se analisar sobre o gene egoísta humano. Um caso isolado. Ativista morreu numa suposta greve de fome, o que despertou a fúria dos media capitalistas brasileiros a denegrir os louros da Revolução Cubana nesses 50 anos. E sobre isto, fazem-se os questionamentos: se colocassem em um paredão uma criança e um ativista “velhaco” para serem sacrificados em nome da dita “liberdade de expressão”, quem morreria? O ativista, talvez por ser de mais idade. Dez crianças e o gene egoísta humano? Este seria sacrificado. Se mil crianças e um político pro - capitalismo em um paredão? Obviamente o último tinha de ser sacrificado. Se um milhão de crianças e um desvairado político reformista... Aonde se quer chegar com esses argumentos? Que é possível sacrificar um ou um punhado de egoístas ativistas transloucados por tantas, mas tantas vidas salvas pelo sistema, pelo governo, pela tecnologia, pela ciência, pela solidariedade e pela cultura Cubana.
Pode-se dizer que se considera Cuba uma beleza, então por que não ir para lá? Essa pergunta capciosa não vem ao caso. O que se tenta mudar aqui é a cultura frente ao egoísmo humano e o consumismo desenfreado. Claro, qualquer pessoa que viva em uma sociedade de consumo, como a nossa, irá estranhar, pois a cultura se eivou em sua formação cerebral quando criança. Sendo difícil readaptá-la a uma cultura totalmente hostil ao modo de sociedade consumista em que vivemos. Isto sem levar em conta, nesta analise, a relação indissociável entre esta sociedade capitalista e a destruição ambiental.
Portanto Cuba deve ser enaltecida, engrandecida e congratulada, pois é uma sociedade diferenciada culturalmente, que sobreleva, sobretudo, o ser humano frente a outros aspectos materiais, onde a tecnologia, a ciência e a solidariedade então sempre a serviço dos seus cidadãos. E diferentemente se vê em outras sociedades, como por exemplo, o Brasil, onde há uma infinidade de casos em que o cidadão bate nas portas de clinicas especializadas ou morre nas portas dos hospitais em vista de não terem recursos financeiros para tal. Um claro antagonismo com a sociedade cubana. Na sociedade brasileira o que importa não é a vida e sim bens de natureza material [se não tiver dinheiro, morre], onde só tem acesso a ciência e a tecnologia quem for bem abastado financeiramente.
Enfim, para aqueles que dão significado elevado a casos isolados, levem em conta o que realmente a Revolução proporciona ao povo Cubano. Veja o grande disparate das vantagens sociais em relação às coisas menores e sem importância. Veja que em Cuba – e não existem em lugar nenhum - os meios de produção, a economia; a política; a tecnologia; a ciência; a solidariedade e o social são fatores que sempre estão na agenda da sociedade daquele país em favor de qualquer cidadão. E viva Cuba, sempre!
Em defesa de Cuba mais uma vez! Em defesa de Cuba mais uma vez! Reviewed by Nezimar Borges/ Ana Maria Marat on segunda-feira, fevereiro 18, 2013 Rating: 5

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